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Capítulos de MAGMA

Público·151 Leitores

Capítulo 28

MAGDALA

 

Ivas é uma cidade bem urbana com praias lindas nas redondezas. Admiro a vista pela janela enquanto Luigi dirige sua nova Ferrari nos levando para uma festinha neste domingo à noite que uma galera da faculdade organizou. Vim para sentir a brisa do mar.


Quando chegamos, a turma já está reunida na areia, com uma fogueira no meio, um cara tocando violão, Antonella sentada ao lado de Dario e Chaewon, e Ettore tomando água de coco. Até para uma festinha na praia, ele sabe se arrumar.


“Tem gente me olhando torto,” Luigi resmunga próximo ao meu ouvido.


“Ai, para de mimimi.” Merece todo mundo desconfiar que você é um abusador.


Na roda, fico entediada em poucos minutos.


Seguro a nuca do meu namorado, e ameaço no seu ouvido com uma raiva gélida, “Se me seguir, lembre-se que você sabe atirar, mas que eu também sei. Cuidado pra não levar um tiro nesse seu rostinho enjoativo.”


Me levanto para fumar um cigarro à distância, querendo sentir a brisa do mar longe do barulho e longe desse tédio. Foda-se a expressão do Luigi.


Esta praia possui pedras gigantes e cavernas, então me direciono a elas, andando pela beira do mar, ouvindo o som das ondas, sentindo a água e areia molhada nos meus pés descalços. Não penso em nada em específico, apenas aprecio o presente.


Quando alcanço uma das cavernas, penso que é perigoso eu ficar sozinha aqui. Mas se Ettore aparecer, ficarei segura. Acendo o cigarro.

 

 

Como previ, Ettore aparece. Ele sempre parece sentir quando eu o desejo por perto, como se me desejasse por perto na mesma intensidade. Somos um ímã. Nossa atração é magnética.


“Eu te manipulei a detonar Luigi e aqui está você não perdendo a oportunidade de ficar a sós comigo.” Jogo o cigarro fora. “É engraçado. Você disse que quer ver minha vida pegando fogo, mas me obedece como um cachorrinho.”


Ettore me pressiona contra a pedra com uma mão no meu pescoço. Ele me prende assim, mas não sinto sua aversão por mim. No fundo, ele tem raiva de si mesmo por me desejar. Quando Luigi me machuca, é porque ele não tem respeito algum pela namorada. Portanto, não estou com medo de Ettore. Ele nunca me machuca de verdade.


“Tenho coisas mais assustadoras para temer.”


Sem soltar meu pescoço, Ettore se inclina até encostar os lábios no canto dos meus. O calor de seu corpo junto ao vento da praia é um calmante natural para minha mente, fazendo me sentir leve.


Ele declara, “Eu quero matar todas as coisas que te assustam.”


Sou atingida por um tsunami de emoções. Desejo esse homem por todo meu corpo, me afogar nele.


“Abaixa meu top,” eu permito.


Ettore também é atingido.


“Para de salivar e cai de boca neles.”


Sem pressa, ele abaixa as alças e então engancha o dedo indicador no meu decote, puxando meu top cropped para baixo, assistindo meus peitos saírem pra fora.


Com uma mão espalmada no seio esquerdo, Ettore se inclina para chupar o direito. Assim que sua boca envolve meu mamilo, minhas costas arqueiam. Fecho minhas mãos em punhos para não pôr uma nos seus cabelos. Ainda não.


Sua língua se arrasta pela minha aréola e eu estremeço. Ele está lambuzando meu seio com sua saliva. Minha respiração falha ao fazermos contato visual. A lua cheia ilumina seu olhar que me engole viva.


Não deixando de segurar, Ettore passa para o seio esquerdo. Eu não tinha em mente a pegação pra hoje, mas desde que senti suas mãos nos meus peitos naquela noite no banheiro, fiquei curiosa para saber como seria ter sua boca.


“Não deixa marca, senão Luigi vai descobrir.” Eu quero que descubra.


Ettore solta meu seio com um estalo. “Ele toma conta de você assim, Magnólia? Como se tivesse todo o tempo do mundo para aproveitar seu corpo?”


Há uma excitação crescente entre minhas pernas.


“Você sabe a resposta.” Luigi tem mais desespero para buscar seu próprio prazer do que o meu.


“Sei, mas quero você humilhando-o,” Ettore responde dando lambidas ao redor do meu bico duro, causando faíscas no meu abdômen.


Não consigo evitar o pequeno sorriso. Ettore não me quer dizendo que ele é melhor, pois ele sabe que é. Ele não sente necessidade de competir com alguém incompetente como Luigi. O que Ettore quer é eu me permitindo dizer que mereço coisa melhor.


“Cada toque seu é humilhar Luigi,” eu digo.


Abocanhando meu seio esquerdo, Ettore volta a encaixar uma mão na minha garganta. Seus dentes arranham minha pele de leve. Finalmente levo uma mão para seus cabelos sedosos e a outra para seu bíceps forte, precisando de suporte. Tudo fica mais intenso com Ettore em questão de segundos.


“Ele pode aparecer aqui a qualquer minuto,” ele sorri maliciosamente. “Te encontrar com os peitos pra fora sendo chupada por mim.”


“Ameacei atirar nele se ele me seguisse,” eu conto.


Ettore para de me lamber pra olhar nos meus olhos, sorrindo orgulhosamente. “Isso foi sexy, Magnólia.”


Seus olhos descem para meus lábios. Não posso deixar isso acontecer. Trago sua cabeça para meus peitos e ele abocanha meu seio direito sem relutância.


A pedra está machucando um pouco minhas costas, porém o prazer entre as pernas alivia.


“Perfeitos,” ele elogia e dá uma sugada.


Ettore caminha seus lábios e língua para o vale dos meus seios e planta um pequeno beijo no meio que causa um maremoto no meu coração.


O que estamos fazendo tem que ser inteiramente carnal, mas ele já beijou a lágrima que escorreu do meu olho quando me dedilhou na biblioteca. Seus toques e carinhos são espontâneos. Isto é fascinante.


“Dê um tapa em um dos seios,” mando.


Ele obedece e eu desejo que ele faça na minha bunda e buceta também.


“Gosta disso?” ele dá outro tapa no mesmo seio.


A dor é gostosa, não perigosa.


“Gosto,” arfo.


Faminto, ele aperta meus peitos com as duas mãos, arrasta os polegares pelos bicos duros, e então os devora com a boca como se fosse seu banquete.


“Magníficos,” Ettore espreme o suficiente para não machucar.


Como se estivesse perdido no prazer, ele sobe para beijar minha boca, mas ponho meus dedos nos seus lábios para impedi-lo. Isto não impede dele abrir mais a boca e enfiar meus dedos nela. Cacete! Esse cara faz eu querer me perder no prazer também.


Ettore chupa meus dedos. Sobe e desce a cabeça como se estivesse fazendo um boquete enquanto me encara afogado na sedução. Minha buceta está pulsando.


Não estou usando unhas postiças, portanto, ele afunda meus dedos na parede de sua garganta. Pressiono só para vê-lo lacrimejar por minha causa. Não funciona, pois ele sabe o que está fazendo.


Ettore solta meus dedos, “Quer me ver sufocar num pau, é?”


Me imagino usando uma cinta peniana e ele chupando o pau de silicone. Minha buceta não para de pulsar.


Como se tivesse escutado meus pensamentos, Ettore põe o joelho entre minhas pernas. “E isso? Você quer?”


“Sim...”


Ele levanta minha saia e sinto uma rajada de vento nas minhas coxas, arrepiando meu corpo. Ettore encosta o joelho na minha calcinha e meu quadril automaticamente vai pra frente. Sei que já tem um rastro da minha excitação no tecido.


Estamos na praia, com uma turma da faculdade ao lado, correndo risco de sermos flagrados e ainda assim movo minha pélvis para sentir o joelho de Ettore no meu clitóris.


Ele se inclina para passear beijos no meu pescoço. Talvez você seja minha substância tóxica, Ettore me disse recentemente. Mas aqui está ele se drogando em mim. Dou mais espaço. Perdi a noção do tempo em que estamos aqui e desejo perder a sanidade.


Me esfrego lentamente, me estimulando. Meus olhos estão fechados para sentir os detalhes do momento. Os beijos quentes na minha pele com a brisa do mar e o prazer entre minhas pernas... Estou entrando no paraíso.


“Pode se esfregar, Magnólia,” Ettore diz no meu ouvido, uma mão no meu seio, seu polegar acariciando meu bico duro. “Busque seu alívio em mim.”


Ele está me fazendo tão necessitada. Não tem como eu não me segurar nos seus ombros.


“Se apoie em mim, crave suas unhas nos meus ombros, não pare de buscar seu clímax. Você pode usar cada parte do meu corpo, Magnólia,” Ettore diz com os lábios na minha bochecha.


Nossos lábios se tocam por uma fração de segundo quando ele desce para retornar a beijar meu pescoço, tempo suficiente para eu sentir faíscas de fogo pela minha espinha.


Eu cavalgo na sua coxa, ondas de prazer batendo no meu abdômen. Ettore não para de massagear meus seios. Ele se inclina para colocar um na sua boca. Sinto como se estivéssemos numa ilha deserta, só nós dois aproveitando o local sem risco de sermos interrompidos. Entretanto, me surge uma adrenalina ao imaginar a polêmica que causaria em sermos descobertos.


Ettore fica empurrando seu joelho de encontro ao meu clitóris enquanto eu empurro minha pélvis e não acredito que conseguirei gozar dessa maneira. Mas estou tão sensível, que mais algumas fricções podem me fazer derreter.


“Você vai gozar, Magnólia. Vai gozar pra mim e porque quer conseguir gozar desse jeito.”


Me esfrego mais rápido e com mais força. Uma onda de prazer me atinge.


Quando abro os olhos, vejo Ettore me admirando. Lembro de ontem à tarde, quando tomamos sorvete e picolé juntos. O clima estava tenso no golfe, mas foi diferente no restaurante. Não quis me afastar quando ele me guiou até a mesa com uma mão na minha lombar. Agora, com esse seu olhar admirando meu estado pós-orgasmo, preciso retornar para a festinha entediante antes que eu o beije.


Desço da sua perna e subo meu top cropped. Estou meio dolorida pelo esforço de cavalgar em um joelho, mas valeu a pena.


“Aceita água de coco?” Ettore me oferece, ajeitando a alça no meu top.


Tomei só um coquetel antes de me retirar da festinha.


“Anjinho, não podemos reaparecer juntos na festa com você logo em seguida me entregando uma bebida. Boatos se espalharão.” Nossos pais acabaram de se tornar sócios publicamente. Qualquer polêmica pode fazer a mídia-política não aprovar.


Ettore ergue as sobrancelhas, sorriso arrogante no canto de seus lábios devassos, “Anjinho?”


Merda. O apelido escapou acidentalmente.


Fico na defensiva, “Como já te disse uma vez, seu sobrenome me lembra ‘anjo’.”


“Mas como você também disse: eu não tenho nada de anjo,” ele aproxima o rosto do meu.


“Um anjo caído, talvez,” provoco, tirando-o do meu caminho para eu não cair também.


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