CAPÍTULO 22
ETTORE
Minha melhor amiga me informou que avistou Magdala sozinha na biblioteca da nossa universidade. Eu quero vê-la, portanto, procuro-a em cada canto.
A biblioteca da universidade possui dois andares, tem uma aparência rústica, é fria devido ao ar-condicionado, silenciosa e cheira a livro novo. Compressível ser um dos lugares favoritos da Chaewon.
Encontro Magdala em uma parte mais isolada, sentada numa mesa embutida na estante de livro, mexendo no seu celular. Caminho pelo corredor de estantes até ela olhar pra cima, me notando. Desinteressada, ela volta a olhar pro celular.
“As pessoas sempre olham quando eu passo por elas,” paro na sua frente, mãos nos bolsos da calça.
“Talvez eu seja uma alienígena, então,” ela deixa o celular de lado na mesa, sem conseguir evitar jogar meu joguinho.
“Você veio pra biblioteca para mexer no celular?” apoio uma mão na mesa, perto de seu quadril que penso em marcar com dedos ou chupões. Estou curvado o suficiente para não tocar na garota à minha frente.
Ela cruza os braços, como se para se proteger da nossa aproximação. “Eu precisava de paz. Aqui, eu encontro.”
“Ah, que bom que vim tirar isso de você. Te infernizar é entretenimento.”
Seus olhos mostram tédio, mas seus lábios esboçam um sorrisinho. Magdala curte um pouco de perigo. Não por atenção, como alguém ignorante pensaria sobre a empresária farrear. A verdade é que ela gosta de perder a cabeça de vez em quando.
Ela olha para o lado, pra conferir se alguém está por perto. Quando seus olhos retornam aos meus, sua expressão é mais séria. Ela me pergunta em voz baixa, “Já desejou matar alguém?”
Eu rio com a ironia disso.
“Como pensamento intrusivo ou não?” questiono, surpreso com sua pergunta aleatória e por ela confiar em mim pra entrar nesse assunto.
“Não, sem ser um pensamento intrusivo,” responde sem fazer contato visual.
Me recordo de quando perguntei se ela é vingativa e dela ter me respondido ‘depende’.
“Quer saber um segredo?” Aproximo minha boca no seu ouvido, “Já imaginei matando meu pai.” Volto a olhar nos seus olhos para saber sua reação. Ela está neutra. Continuo, “Já imaginou assassinando um familiar, Magnólia?”
“Talvez eu tenha imaginado assassinando você,” ela rebate.
Deixo-a ver meus dentes com o sorriso que não seguro. Seria divertido, não? Ambos querendo matar um ao outro.
“É, você é interessante, Magnólia.” Ela sempre foi.
“Demorou tanto pra admitir, mas no fundo, você sempre soube.”
Eu rio, cabeça indo pra trás, baixo o suficiente para não receber reclamação dos bibliotecários. Insana como eu, penso.
Me aproximo dela, que está numa posição que faz me encaixar entre suas pernas. Uma merda que estou de calça, o tecido bloqueando que nossas coxas se beijem.
“Se quer que eu me afaste, é só me empurrar.”
Ela não empurra. O que faz é descruzar os braços, como se abrindo para mim.
Lentamente, desço meu dedo indicador pela manga comprida da sua blusa de lã, observando-a puxar o ar pelo nariz, reprimindo emitir algum som pela boca, como se o toque estivesse sendo na sua pele. É gratificante vê-la nervosa em antecipação.
“Mal estou te tocando,” zombo.
“Estamos em público. Estou nervosa que sejamos flagrados.”
“Como se isso te impedisse.”
Ela me olha irritada. Dou uma risadinha.
Qual seria sua reação se eu acariciasse suas coxas grossas? Se ela me pedisse, eu apertaria, lamberia, morderia e bateria. Principalmente se fosse na sua bunda grande.
Umedecendo meus lábios, inclino a cabeça seguindo seu aroma, sendo inebriado pelo seu perfume. Eu mordisco de leve seu pescoço. Sinto seu suspiro quente no meu ouvido. O dia que eu irei manchá-la chegará.
Olho nos olhos dela e vejo sua vontade de ser corrompida. Eu não corrompo as pessoas. As pessoas que querem ser corrompidas por mim.
Ela diz, “Só por agora, preciso que você seja meu melhor amigo.”
Magdala lembrou de quando eu disse a ela que, se ela fosse minha, eu seria seu melhor amigo. Eu quero conhecer sua mente, ter este poder inigualável, mas sei que é perigoso eu me apegar. Tenho que manter uma certa distância. Não precisa ser do seu corpo.
Levo minha mão por debaixo de sua saia evasê curta. Ao roçar a ponta de um dedo na sua calcinha, ela me para, “Suas mãos estão limpas?”
Limpas com sabonete ou álcool, sim. Limpas moralmente, não muito. “Sempre lavo as mãos.”
Ela sinaliza com a cabeça pra eu prosseguir.
Com seu consentimento, pincelo sua entrada com o dedo indicador através do tecido. Ela abaixa um pouco o rosto, rejeitando o contato visual.
Pressiono de leve meu polegar no seu clitóris ainda através do tecido. Ela treme.
“Quer sentir meus dedos dentro de você, Magnólia?” sussurro na sua mandíbula. A pele é macia, como seus lábios cheios aparentam ser.
“Não vou implorar,” é sua resposta.
Sorrio na sua pele. Mordo a linha do seu maxilar, me controlando para não deixar uma marca. Sinto seu corpo estremecer.
Encarando-a intensamente, lubrifico meus dedos na minha saliva. Seu olhar fixo no meu é como um desafio de quem queima mais o outro. Ela sabe que me queima vivo.
Finalmente enfio um dedo por debaixo do tecido. Não insiro na sua entrada, pois ela não está molhada o suficiente. Fico brincando com as dobras. Uma pena que não posso abaixar sua calcinha para ter mais acesso. Pelo menos o aperto será prazeroso.
“Vou te deixar tão molhada, que você vai esquecer que não me quer como amigo.”
Ela morde o lábio inferior para reprimir um som. Desejo que fosse eu mordendo essa parte.
Vagarosamente, inicio movimentos circulares no seu clitóris enquanto continuo brincando com seus lábios internos. Ela está inchando com os leves estímulos.
“Está pulsando, ansiando que meus dedos escorreguem fundo dentro da sua buceta quente, não é?”
“Já pode fazer isso,” ela reclama entredentes.
Meu sorriso aumenta. Pressiono meu polegar no seu botão e ela dá um espasmo. Queria ter mais tempo para provocá-la e mais chance de falar sujo com ela, mas alguém pode aparecer a qualquer minuto.
Insiro um dedo, testando. Já está molhada. Perfeita. Gostosa.
“Porra,” ela arfa.
Tapo sua boca com uma mão. “Se quiser que eu pare, belisque meu antebraço três vezes seguidas.”
Ela assente com a cabeça.
Tendo facilidade para deslizar, subo e desço meus dedos entre suas paredes. Ela fecha os olhos, se permitindo afundar no prazer.
“Bom saber que Magdala Delacorte é fraca por mim,” provoco.
Ela não me belisca três vezes. O que faz é cravar as unhas na minha pele. A dor é deliciosa.
Adiciono um terceiro dedo: o polegar estimulando seu clitóris e metendo o indicador e agora o dedo maior na sua entrada. Sinto a vibração do seu gemido na palma da minha mão. É injusto que não posso ouvi-la quando finalmente estou tendo a permissão de ter poder sobre ela.
“Você geme alto, Magnólia? Admito que estou curioso.” Mas aprecio a imagem que é assisti-la espremer os olhos e arquejar na minha mão.
Eu queria estar tendo uma imagem melhor da sua buceta engolindo meus dedos, porém a saia impede a vista e não posso levantá-la a sua cintura.
Aumento o ritmo das estocadas, contando com a sorte para que o som molhado não seja escutado por todos da biblioteca.
“Gostaria que a turma te ouvisse? Gosta do barulho da sua porra? Porque eu estou adorando, Magnólia.”
Sua expressão parece de choro. Ela está gemendo mais alto, minha mão sendo a única coisa abafando sua obscenidade.
Substituo o indicador pelo dedo anelar, querendo que ela sinta outras sensações.
Com ela fechando um pouco as pernas para sentir mais pressão e aperto entre elas, imagino como seria fodê-la com meu pau, suas pernas ao redor do meu quadril, a mesa balançando, as estantes fazendo barulho.
“Eu queria estar metendo meu pau com tanta força nessa sua buceta encharcada, que a estante cairia pra trás.”
Entro mais fundo e ela empurra a pélvis pra me sentir mais. Seu clitóris está tão inchado, que sei que ela está perto de gozar. Estou dolorosamente duro e sem poder aliviar.
Ofegando mais, ela apoia a cabeça nos livros da estante. Seu corpo está esticado para mim. Se não estivéssemos em público, eu levantaria sua blusa, abaixaria seu sutiã e sugaria seus seios fartos, lamberia suas aréolas, fazendo-a arranhar suas unhas na parte de trás do meu cabelo.
“Pode gozar, Magnólia,” digo no seu ouvido, debruçado sobre seu corpo estonteante. “Goza pra mim.” Mordo seu lóbulo.
Seus músculos se contraem mais nos meus dedos. Vibro os dedos no seu clitóris. Ela goza com força.
Fico pressionando meu polegar até seus últimos espasmos. Só tiro minha mão da sua boca quando seus sons diminuem.
Seu estado pós-orgasmo mexe comigo: beijo a lágrima que escorre de seu olho, sentindo o sal. Está arrependida ou chorou de prazer?
Eu deveria aproveitar para asfixiá-la. Mas estou desejando tirar seu ar é com um beijo. De qualquer forma, não trouxe luvas. Ou talvez eu só esteja dando uma desculpa pra não matá-la agora.
Encarando-a, ponho meus dedos na boca para experimentar seu sabor. Deliciosa. Vejo-a tentando esconder a fome que está de mim.
“Não gosto de dar só um orgasmo, mas gosto de te ver sofrer.” A verdade é que eu quero me ajoelhar, enfiar minha cara embaixo da saia dela e fazê-la gozar na minha boca, ficar lambuzado com sua porra saborosa.
Sem falar nada, ela se levanta da mesa, o que faz meu pau roçar seu abdômen. Estou tão sensível, que quase deixo escapar um grunhido.
Com o queixo erguido, ela me encara com superioridade. “Obrigada pelo seu serviço,” é o que diz antes de recolher suas coisas e ir embora.
Encosto minha testa nos livros. Fui usado por Magdala e estou sorrindo com isto.
MAGDALA
Não passei no banheiro pra me lavar. Sento no banco de couro da minha Lamborghini melada com meu prazer. A sensação é gostosa em vez de desconfortável, pois não estou sentindo vergonha ou medo. Estou é satisfeita com o que aconteceu. Foi a distração que não achei que precisava. Não quis beijo na boca porque só quis usar o cara, e a lágrima que escorreu foi de tesão misturado com liberdade.
Ettore disse que gosta de me ver sofrer, mas pede permissão para me tocar e instrui como devo assinalar pra ele parar. Não me arrependo de ter confiado nele. Foi tudo consensual e eu estava necessitando disto.
Ligo o carro. Irei dirigir com minhas panturrilhas doendo, mas meu sorrisinho safado é a prova de que não dou a mínima. Ontem, eu estava vomitando de desgosto. Hoje, voltei a ter controle de mim mesma.
