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Capítulos de MAGMA

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CAPÍTULO 23

MAGDALA

 

Evitei Luigi o máximo que pude. Na segunda-feira, antes de Ettore aparecer na biblioteca, eu estava escondida do meu namorado. Agora, terça-feira à noite, estou praticamente sendo obrigada a comparecer à uma fraternização de uma galera da faculdade. Estranhariam se eu faltasse, principalmente Luigi.


Saindo da Ferrari, já o escuto ser cumprimentado por colegas. Minhas botas de salto fino pisam na grama, pois meu namorado irresponsável estacionou no jardim da entrada da mansão, como o maldito playboy que ele é.


Eu mal passo pela porta da fraternidade, que já me oferecem drogas. Aceito a maconha.


Luigi tem o braço ao redor da minha cintura enquanto continua cumprimentando a galera. Sou cumprimentada também. Dou uma tragada torcendo que a droga faça efeito logo.


A música pop está meio alta e há pessoas se pegando contra a parede e em outras partes. Minha prima vem ao meu encontro e eu relaxo mais que o efeito da maconha. Vivo em festas, mas não tenho amigos de verdade além dela. Prefiro assim.


Avisto o trio Ettore, Chaewon e Dario, um mais estiloso que o outro. Eu pegaria os três juntos: Ettore metendo seu pau na minha buceta, eu chupando a buceta da Chaewon e Chaewon chupando o pau do Dario.


“Pegue só o Ettore, pois Chaewon e Dario são meus,” Antonella murmura no meu ouvido, lendo minha mente.


Me sinto mal por não ter lhe contado que já peguei o Ettore, mas talvez seja melhor assim.


“Venham. Vão começar a jogar Verdade ou Desafio,” um cara nos chama.


Não estou com vontade, mas sou basicamente puxada pra jogar. Nos reunimos em uma parte mais aberta da sala e sentamos no piso, onde uma garrafa de cerveja vazia já está no nosso meio para ser girada.


Ettore encontra meus olhos. Lembro das suas expressões me assistindo enquanto me dedilhava, de suas palavras sujas, de sua mão tapando minha boca para abafar meus ruídos, de seus dedos magníficos e de seus lábios macios na minha pele. Um calor sobe entre minhas pernas.


No primeiro giro, a pessoa em que a garrafa aponta escolhe ‘verdade’, e confessa que já transou com o melhor amigo do pai dela quando entrou na faculdade. O que significa que esse nojento já estava de olho nela quando ela era menor de idade, penso.


Outras rodadas são feitas, até que uma aponta pra mim. A turma emite som de assombração, como se eles acreditassem que eu sou um mistério. Vocês não fazem ideia.


“Verdade ou Desafio, Magdala Delacorte?” Chaewon me pergunta.


“Desafio.”


A galera vibra, como se eu fosse o maior entretenimento. Escolhi desafio porque revelar verdades na frente dessas pessoas é assustador.


“Hum... Vamos ver...” Chaewon prossegue, procurando um desafio pela sala. “Pronto! Eu desafio Magdala aceitar Ettore beber tequila nos peitos dela.”


A maioria aprova. Não olho na direção dele, nervosa para ver sua reação. O evitei na faculdade na manhã de hoje. Não por arrependimento ou medo do meu namorado, mas porque eu poderia desejá-lo mais.


“Ah, qual é!” Luigi reclama.


“Qual é o quê, cara?!” Dario rebate. “Deixa de besteira. É tudo brincadeira aqui. Larga de ser corno e só aproveita assistir tua namorada ser comida por outro.”


A galera gargalha, aprovando o pensamento.


Não é tanto um segredo que traio meu namorado, pois a maioria dos caras que pego se gabam que me pegaram. Também não sou tola de acreditar que Luigi não me trai. A mídia já espalhou esses “boatos”, porém não causaram muito alarde entre o público, portanto, não nos afetou na mídia-política. Ficou estampado no rosto do meu pai que ele se incomodou com as traições terem sido mencionadas, mas prefere fingir que o problema não existe. Se não está o afetando, ele não se importa. Me pergunto se ele, pelo menos no fundo, se importa como eu me sinto nesse relacionamento miserável.


Finalmente olho para Ettore. Ele aparenta de consciência limpa, esticado no piso apoiado pelos braços, uma perna em cima da outra, como se só esperando minha resposta. Ele poderia me provocar, implicar se quero ou não participar, mas não faz. Eu sei que não é por causa do Luigi. É porque ele não quer me pressionar.


Eu permiti que Ettore me dedilhasse na biblioteca da nossa universidade, onde qualquer pessoa pudesse nos encontrar. Ele beber tequila entre meus peitos não deveria fazer muito efeito em mim.


“Aceito o desafio.”


A galera comemora. Não perco o sorrisinho satisfeito de Ettore.


Ajusto minha saia ao me levantar do chão. Ela é curta, de couro preto e com amarras na lateral das coxas, expondo minha pele.


Alguém traz a tequila. É, isso está prestes a acontecer. Então eu tiro minha blusa, ficando só de sutiã. A turma grita, aplaude e assovia, incluindo Luigi.


“Não sequem muito, que ela é minha,” ele se gaba.


Antonella me mostra seus dois polegares em apoio. Ela sabe que o desafio pode fazer me sentir mais livre, pois me divertirei. Fico animada de repente.


Ettore se aproxima de mim com um sorrisinho no canto de seus lábios que optei por não experimentar. Olhos mais realçados pela maquiagem forte, uma luva preta de couro, espartilho preto... Sua beleza é um perigo.


Com as mãos, espremo meus peitos um no outro. Ettore está pensando que minha beleza é um perigo também. Quando o álcool é derramado neles, eu rio com a sensação que causa.


“Rápido, rápido!” Dario apressa Ettore.


Para não me tocar, ele põe as mãos juntas atrás das costas quando se inclina, e então cai de boca entre meus peitos. Faz cócegas e eu rio mais.


Chega a ser engraçado que tive os dedos desse cara na minha buceta enquanto escondida na biblioteca ontem e hoje tenho sua boca no meio dos meus peitos na frente dessa gente toda numa festa.


“Bebe tudinho, Ettore! Como se estivesse sedento!” Chaewon provoca.


A sensação dos seus lábios, língua, ponta do nariz e fios de cabelo tocando meus seios me embriaga como se fosse eu tomando o álcool. Minha garganta resseca.


O desafio é concluído. Aplaudindo com a galera, olho de soslaio pra Ettore, que me assiste, aplaudindo também, pupilas dilatadas não devido a iluminação. Imagino como seria ter o pau dele entre meus peitos.


Não sou tímida em ficar de sutiã na frente da turma, porém preciso beber uma água gelada e me lavar.

 

MAGDALA

 

Estou prestes a fechar a porta de um dos banheiros do segundo andar que encontro desocupado, quando a mão dele me impede.


“Jesus,” emito.


“Não. Deus,” Ettore responde.


Eu sabia que ele estava me seguindo desde que subi as escadas. Nenhum medo sobe pelo meu corpo quando ele tranca a porta sem tirar seus olhos perigosos dos meus. Admito que é excitante esperar o que Ettore pode fazer em seguida.


“Com licença, eu tenho que me lavar,” ajo como se estivesse incomodada que estamos trancados juntos. Penduro minha blusa junto a uma toalha de banho no suporte da parede.


“Também tenho. Mas vá em frente,” ele cruza os braços, se encostando na porta, como se me desafiando a me limpar na frente dele.


Um joguinho que posso jogar: me viro em direção ao grande espelho da pia, Ettore ganhando vista da lateral do meu corpo, e então eu tiro meu sutiã, deixando-o pendurado a uma toalhinha de rosto.


“O quê?” provoco, vendo sua boca entreaberta, impactado com o que estou fazendo. “Você já chupou peitos de várias pessoas diferentes. Não estou pedindo pra chupar os meus, mas pode apreciá-los. Bonitos, eu sei.”


Meus bicos estão duros. Não preciso olhar uma segunda vez pra saber que Ettore engoliu em seco.


“Fique atrás de mim. Venha me lavar,” eu mando.


“Está se assistindo pra saber como é me ter aos seus pés?” ele zomba, mas me obedecendo.


O tecido de suas roupas toca a parte de trás do meu corpo, suas mãos estão apoiadas na borda da pia ao lado das minhas. Meus dedos pinicam com a proximidade.


Respondo, “Aos meus pés não. Nos meus peitos.” Devo estar enlouquecendo por ter tido essa ideia.


Sua risadinha é enterrada no meu cabelo. “Está chapada?”


“Não.” Verdade.


“Ótimo. Então podemos começar?”


Ele somente me tocaria sóbria. Assinto.


Ettore deixa sua luva junto a minha blusa e então liga a torneira. Nossos corpos ficam um pouco mais espremidos contra a pia quando ele junta as duas mãos para molhá-las na água morna. Seus bíceps estão pressionados contra meus braços.


Ele leva uma mão para o meio dos meus seios, umedecendo primeiro antes de passar o sabonete líquido. É capaz dele estar sentindo meus batimentos cardíacos.


“Não demore,” aviso.


Ele passa água no meu seio esquerdo e eu estremeço. Gostando da minha reação, ele belisca de leve meu mamilo.


“Merda,” dou um pequeno espasmo.


“Que graça teria em ser rápido?” ele molha o seio direito.


A textura do espartilho dele é boa nas minhas costas nuas, porque ele é tão gostoso usando e me usando. Quero que dure mais.


Ettore adiciona o sabonete líquido que cheira a morango nas mãos e então esfrega uma na outra.


O momento seguinte me faz arfar: o sabonete fica gelado na minha pele e as mãos grandes dele espalmadas nos meus seios estão me fazendo perder a sanidade. Mas eu já tinha perdido a cabeça desde que permiti que ficássemos trancados aqui.


“Tão macios...” ele comenta quase como um sussurro, voz rouca de tesão, respiração quente no meu ouvido.


Ettore apoia o queixo no meu ombro. Ele arrasta pra lá e pra cá o sabonete líquido na parte inferior dos meus seios. A cena fica mais sensual e erótica através do espelho. Fecho os olhos, aproveitando a sensação e imaginando seus dedos deslizando pra cima e pra baixo dentro de mim, como ontem na biblioteca.


O momento parece íntimo, como cuidar da pessoa após o sexo. Estou tremendo.


Cada movimento circular que ele faz nos meus seios, é como se estivesse massageando meu clitóris. Fecho as pernas para sentir pressão na minha buceta pulsante.


“Está gostando do seu novo massagista pessoal? Eu sou caro.”


Revidando a provocação, esfrego minha bunda na sua ereção, e ele solta um grunhido.


“Você não presta, Magnólia,” escuto o sorrisinho na sua voz. Não ouso olhar através do espelho.


Com meus seios ensaboados, Ettore começa a terminar de lavá-los. Ele faz com menos leveza, tocando seus polegares nos meus bicos duros de propósito. Estou mais molhada que a água escorrendo pela minha barriga.


“Agora vire-se de frente para mim, pra eu te enxugar.”


Faço. Seus olhos logo descem para meus seios mais expostos, Ettore sedento para lamber cada gota de água na minha carne. Apoio minhas mãos no mármore do balcão, para não me segurar nos ombros largos dele.


Tirando os olhos de mim, Ettore pega a toalhinha de rosto, ajeitando para que meu sutiã não caia do suporte. Agradeço a consideração mentalmente.


Sem trocarmos palavras, ele inicia minha secagem. A textura da toalhinha é suave e a concentração de Ettore não está acalmando minha respiração. É como se ele estivesse levando a sério cuidar de mim.


“Imagino te fodendo neste balcão ou contra a parede, você mordendo meu ombro para abafar seus gemidos,” ele comenta, sem parar os movimentos nos meus seios. “Mas posso tomar só algumas doses de você.”


Ettore se afasta e eu quero perguntar por que ele acha que pode tomar só doses de mim. Não é por falta de consentimento, porque eu dou a ele. Seu olhar diz algo a mais. Ettore demonstra querer me conhecer ou me usar, mas agora está parecendo se martirizar. Ele não se restringiu quando me fez gozar nos seus dedos ontem. Eu quero saber dessas doses dele também.


“E se eu preferir no box?” seduzo.


Sua expressão é neutra quando diz, “Você é meu caminho para a destruição.”­

 

MAGDALA

 

Ettore deixou a toalhinha ao lado da pia e se retirou após sua frase enigmática. Tive que me controlar para não me masturbar no banheiro alheio.


Estou no meio do corredor do segundo andar, quando meu namorado aparece. A sensação que me causa é de uma cena de filme de terror em que um stalker sai correndo atrás da protagonista segurando uma faca na mão.


“Bebêzinha, você demorou muito no banheiro,” é a primeira coisa que Luigi fala, se aproximando.


A cada passo que ele dá, meu medo é substituído por raiva.


Eu poderia rebater com ‘posso nem cagar em paz agora’, mas Luigi sabe que consigo fazer somente xixi fora de casa.


“Mô, eu estava cuidando pra voltar a ficar cheirosa em vez de puro a álcool,” é o que respondo.


Luigi segura meus antebraços, pondo seu nariz no meu pescoço, “Você sempre é cheirosa.”


Se eu estivesse bêbada, vomitaria nele.


Luigi começa a me andar para trás, até minhas costas encostarem na parede. Me atinge a diferença entre ser pressionada por Ettore e ser pressionada pelo meu namorado. Com Ettore, existe atração e segurança.


“Você pareceu se divertir muito com o D’Angelo tomando tequila entre seus peitos,” a mão de Luigi desce pra parte interna da minha coxa, erguendo-a.


“Fez cócegas,” explico. E reclamo, “De jeito nenhum que vamos nos pegar aqui.”


“Não é nada demais, bebêzinha. Tem casal quase transando na frente de todo mundo lá embaixo. Além do mais, quero conferir só uma coisa.”


Sua mão passando pela minha pele parece arame farpado. Quando sinto seu dedo adentrar minha calcinha, explodo de raiva. Dou um murro no seu maxilar. Luigi cambaleia pra trás.


“Você acabou de conferir se eu estou molhada?! Você colocou seu dedo nojento na minha buceta sem minha permissão?! E pra conferir se te traí?!”


Eu tenho tanta raiva dentro de mim por tantos anos e quero descontar tudo nele.


“Que sem permissão, porra?! Sou teu namorado! Eu que devo ter permissão de te tocar! Somente eu!”


“Você tem é que perder tudo. Ter permissão de nada,” digo com veneno. “Não me toca não, senão faço escândalo. Sai de perto de mim. Vai pro teus bros, que vou fumar um cigarro. Me deixa em paz.”


Luigi nunca me viu agir assim com ele. É melhor ele ir se acostumando.

 

ETTORE

 

A noite de hoje está me dando doses e mais doses de Magdala, que estou embriagado dela. Se eu passasse mais um minuto trancado naquele banheiro na sua companhia, eu cairia de tão bêbedo por ela.


Contudo, encontro-a sozinha no jardim da lateral da mansão, perto de arbustos, cheirando a cigarro e transbordando uma mistura de raiva e tristeza, que meu corpo já sente a abstinência, necessitando me aproximar dela para reabastecer meu vício.


Ela me avista quando me aproximo com as mãos nos bolsos da minha calça e bafora na minha direção. No momento, sou um ‘tanto faz’ para Magdala: se eu ficar aqui, tanto faz. Se eu não ficar aqui, tanto faz. Eu gosto de sua indiferença.


Com o dedo indicador que usei para lhe masturbar, balanço as espadinhas prateadas do seu brinco que rodeia sua orelha, “Se arrepende do que aconteceu ontem?” Eu queria ter entrado no assunto quando estávamos trancados no banheiro, mas o momento pareceu diferente.


“Eu nunca me arrependeria daquilo.” Suas palavras possuem mais significado do que consigo desvendar. “Mas eu pedi pra que você fosse meu amigo só por ontem. Só pra enfiar seus dedos em mim.”


“Mas hoje me pediu pra banhar seus seios. Acha que está me machucando por me usar? Sou acostumado, Magnólia.”


Estou cada vez mais ciente do meu vício nela que nutro por anos. Ter feito ela gozar só agravou o problema. As coisas estão saindo do controle.


Magdala queima meu pulso com a bituca do cigarro para eu me afastar.


Um tanto violenta, penso, sorrindo de lado. Olho para o círculo. Talvez fique a marca.


­“Masoquista,” ela nota meu sorrisinho.


“Só por você,” brinco. Talvez tenha um fundo de verdade.


“Você não estaria com esse sorriso se eu queimasse seu rosto,” ela ameaça.


Magdala sonha em me ferir? Porque, embora minha missão seja assassiná-la, não sonho em vê-la sem vida. Já imaginei assassinando-a, mas com seu pai em mente.


“Talvez eu fosse me achar mais sexy com uma marca de agressão feita por Magdala Delacorte.”


É a vez dela ter um meio-sorriso.


Mas então ela fica séria quando diz, “As pessoas não deveriam te usar só porque você permite. Você não é um pedaço de carne.”


Sinto que suas palavras têm camadas demais pra eu suportar. Não sei como lidar com esse seu respeito por mim.


“Por que você está aqui e não lá dentro com Luigi e Antonella?” questiono, intrigado com sua áurea misteriosa e sombria.


“Não quero ficar perto do cara que me pressionou a chupar o pau dele no sábado.”


A raiva que Luigi me causa consome meu corpo, fazendo eu me sentir entorpecido.


“Você o detonaria por mim, não detonaria?”


Magdala não precisa pedir duas vezes. Ela me revelou que seu namorado é abusivo. Não deixarei que sua confiança em mim seja em vão.


Saio andando pelo jardim até encontrar uma pedra e então me direciono a Ferrari do playboy que está estacionada no gramado da casa. Matar Luigi é só o que preenche minha mente. Como não posso detonar sua vida aqui e agora, detonar seu carro é a melhor opção.


Arrasto a pedra por toda a tintura da Ferrari, rodeando o carro com traços e zigue-zagues. Já tem uma galera se reunindo para assistir o vandalismo.


Terminando de rodear o automóvel de milhões, chego na porta do motorista e escrevo com a pedra:

ABUSADOR

Alguém foi informar a Luigi, que sai correndo da casa.


“QUE PORRA VOCÊ TÁ FAZENDO, SEU MANÍACO SOCIOPATA?!” ele está com as mãos na cabeça, olhos esbugalhados.


Arranho a Ferrari mais ainda.


Luigi vem correndo na minha direção, se posicionando pra me esmurrar. Facilmente desvio, indo para atrás dele, e empurro minha bota contra sua lombar, fazendo-o cair de joelhos no chão. Patético.


O playboy tenta se virar, mas o imobilizo mais com uma mão na sua nuca, e então enfio a lateral do seu rosto na grama. Ele cospe a areia que suja seus lábios finos.


Tem gente filmando. Deveria ser uma pena eu não me importar com minha reputação?


No ouvido de Luigi, eu ameaço, “Se você forçá-la fazer mais alguma coisa, eu rasgo seu rostinho enjoativo no asfalto.”


“Do que você tá falando?!”


Eu puxo seu cabelo e então devolvo a lateral do seu rosto contra a grama num forte baque. Ele grita de dor.


“Vou bater na sua cabeça até você lembrar.”


“Por favor, me solta. Bora resolver em outro lugar, cara. Porra.”


Tão tão patético, eu rio.


Em vez da lateral, bato seu rosto na grama. A vontade é de sufocá-lo com a cabeça enterrada assim.


Puxo seu cabelo pra ele conseguir respirar. Ele tosse.


“Ettore, chega,” escuto Dario. Sua voz é séria, me fazendo acordar que talvez seja hora de parar mesmo. Ele não sabe do meu trabalho, porém nunca teve problema com minhas polêmicas.


Solto Luigi como se fosse um saco de lixo.


Ao lado do meu amigo, está Chaewon com cara de que teremos uma conversa, não briga. Sua expressão e postura demonstram que ela me apoiará.


Encontro Magdala parada no meio da multidão. Não parece afetada. Não fez nada para impedir a cena. Ela quis ser a maior audiência. Perigosa como eu, penso.


As pessoas acham que eu tenho problema de raiva. Na real, sou bem controlado. Apenas não quero me controlar.


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