Capítulo 25
ETTORE
Se não fosse o remédio de insônia, a noite teria sido pior. Acordo me sentindo exausto, embora o remédio sirva pra me acordar mais disposto também. No entanto, não tem como ficar disposto com a noite pesada de ontem.
Abro minhas cortinas com o controle. O sol está começando a nascer. Tori fica se acariciando em mim, contente que acordei, não pedindo comida. Sua ração é automática: a máquina derrama a ração nos horários marcados para a refeição. Tem bebedouros automáticos espalhados pelo apartamento. Preciso só recolher o cocô e xixi das caixas de areia antes de sair pra faculdade. Um funcionário é quem limpa as caixas de mês em mês. Minha porta do quarto tem uma pequena passagem pro Tori, que posso fechar caso eu não queira que ele entre.
Beijo a cabeça dele. “Eu deveria adotar um novo bebê, né, panterinha? Pra você se sentir menos…
