top of page

Capítulos de MAGMA

Público·151 Leitores

CAPÍTULO 11

ETTORE

 

Magdala faltou a faculdade hoje, percebo. Provavelmente está se recuperando do mal-estar de ontem. Enquanto seu namorado está dando em cima de uma garota no corrimão da escada.


Não é problema seu, Ettore, digo a mim mesmo antes que eu vá até o cara me meter.


A universidade de Ivas é uma antiga faculdade para jovens de elite, modernizada em várias partes, porém ainda com aparência gótica.


Estou entrando no meu Mustang para ir pra casa, quando recebo uma ligação que automaticamente faz me sentir num filme de terror.


“Que é?” atendo.


“Um dos nossos grandes investidores quer conhecer minha coleção de carros,” meu pai começa.


“Ok, e o que eu tenho a ver com isso?”


“Ele tem um filho jovem como você e o trará junto. Quero ver camaradagem entre os dois, me ouviu? Não venha muito espalhafatoso. E não banque o engraçadinho pra cima de mim ou você vai se ferrar, entendido?”


Ele quer que eu compareça para fingirmos ser unidos e agradar o investidor.


“Sim, senhor,” respondo sem emoção.


“Esteja lá às 18:30. Não se atrase.”


Se eu tivesse algum compromisso, eu teria que cancelar para obedecê-lo. 


 

Escolho um look todo preto, calça, jaqueta de couro, bota militar... Estiloso, porém menos “espalhafatoso”. Vibe de badboy, alguém diria. Passo uma maquiagem suave e não me desfaço dos meus acessórios. Pronto. Meu pai não me dará um soco.


Estaciono na garagem da mansão dele. Tenho o controle e a chave. Não é a mesma em que a mamãe foi assassinada, no entanto. Ele só se mudou porque minha terapeuta na época disse que me ajudaria a ter menos pesadelos.


“Oi, Ettore!” Jasmine vem me cumprimentar assim que entro na casa.


Cabelos ruivos, olhos verdes azulados, sorriso simpático, cachorrinho de madame em um braço.


Damos dois beijos na bochecha e faço carinho na cabeça do Minie.


“Seu pai está no escritório esperando por você.”


Subo as escadas me sentindo em uma mansão mal-assombrada, mesmo não tendo acontecido um assassinato aqui. Não que eu saiba.


Bato na porta do escritório e meu pai manda eu entrar. A decoração é moderna como o resto da mansão.


Ele me olha de cima pra baixo. Faz um sinal com a cabeça em aprovação.


“Estão chegando. Depois de mostrarmos os carros, jantaremos.”

 

 

O investidor tem na faixa dos 50 anos, com cabelos grisalhos, porte atlético, e o filho tem 22 anos, cabelos castanhos claros, olhos azuis e também corpo atlético. Reconheço o rapaz. Já o vi numa balada pegando um cara. Meu sorrisinho é discreto.


Meu pai tem uma garagem só para a sua coleção de carros que custam milhões. Vários tipos, várias marcas, várias cores. Enquanto nossos pais conversam sobre os carros, eu e Yvan andamos atrás deles, um do lado do outro sem muito o que se dizer, mas muito a se pensar.


Eu gosto de carros, mas não acho interessante as explicações do meu pai sobre eles. Yvan parece tão entediado quanto eu. Faço sinal pra gente cair fora. Não irão reclamar, pois querem que sejamos ‘camaradas’. Oh se vamos ser...

 

 

Em um depósito distante da garagem, Yvan já fica de joelhos na minha frente assim que trancamos a porta. Meu sorriso aumenta.


“Quer tanto engasgar no meu pau, é?” seguro seu queixo, acariciando a barba cerrada com um polegar.


Com olhos pidão, ele assente.


Levo meu polegar a sua boca. Ele abre obedientemente e aceita o dedo entrar. Sinto uma pontada no meu pau.


Yvan chupa meu dedo mostrando o quanto me quer inteiro entre seus lábios.


“Tão bonzinho...” estimulo.


Isso o agrada, pois ele pega meu pulso e empurra meu polegar na parede da sua garganta, se fazendo engasgar. Seus olhos enchem d’água, mas ele não me solta. Meu pau pulsa.


“Porra. Você é mais safado do que imaginei,” elogio. “Sabia que te vi sendo uma vadia numa balada?”


Ele geme. Olho para suas calças e ele já está tão duro.


“Pingando por causa de um dedo,” seduzo.


Yvan acelera as estocadas no meu polegar. Ele perante a mim, os sons da sua boca, sua saliva e calor ao redor do meu dedo estão fazendo meu pau latejar.


“Vai gozar sem ser tocado?” provoco.


Yvan não para. Ele continua chupando meu dedo, seus gemidos aumentam, e então seus olhos se arregalam quando ele goza apenas com a fricção das próprias calças.


Eu rio, voz rouca de tesão. “Isso foi quente, baby. Vai jantar todo melado. Vamos retornar antes que nos procurem.”


“Não, por favor,” ele segura meus dois pulsos, me impedindo de destrancar a porta. “Quero te fazer gozar. Por favor. Eu me limpo no banheiro e dou a desculpa que jorrei água na minha calça acidentalmente.”


Minhas sobrancelhas levantam. Dou uma risadinha. “Que desesperado,” zombo com meu pau doendo. “Mas não temos tempo, baby. Preciso te levar pro banheiro pra se ajeitar. Vem aqui.”


Trago Yvan para mim e o beijo nos lábios. Sua barba cerrada me causa arrepios. Estou sensível demais por não ter gozado.


A língua dele me invade. Um grunhido escapa da minha garganta. E quando ele pressiona seu pau contra o meu através de nossos tecidos, gemo alto.


Mas tenho autocontrole. “Temos que ir.”

 

 

Na mesa do jantar, meu pai claramente desconfia de mim. Ele fica me olhando daquele jeito que demonstra que está irritado e envergonhado por ter um filho como eu. Somente eu reconheço esse olhar e essa energia de raiva e a bifobia dele. Para os convidados, Salvatore continua sendo um agradável e elegante anfitrião.


Se despedindo do investidor, meu pai e ele combinam de jogarem uma partida de golfe algum dia. Espero que não mande eu ir. A não ser que Yvan vá, para eu finalmente sentir a boca quente dele ao redor do meu pau.


Assistimos o carro ir embora.


Meu pai fecha a porta e não demora nem um minuto para avançar em mim.


“O que você fez?” ele aperta meu cabelo, me puxando para o lado, sua cara perto da minha.


Eu rio pra segurar o choro. “O senhor fala como se eu corrompesse as pessoas.”


“Salv, por favor!” minha madrasta tenta afastar seu marido de mim.


“Não se mete, Jasmine!” ele grita com ela também.


Fui treinado na gangue para saber lutar. Mas meu pai é meu terror. Nem sempre sou capaz de revidar suas agressões.


Não consigo ouvir o que meu pai está gritando comigo. É como se meu cérebro tivesse desligado. Ele provavelmente está me chamando de egoísta, sujo, que eu fodo qualquer coisa que se mova... Palavras que já ouvi dele.


Quando eu tinha 15 anos e tive minha primeira namorada, contei a ele que eu me atraio por pessoas independentemente de gênero, que sou bissexual. Ele quase quebrou meus dedos.


“Bissexual,” meu pai repetiu com desgosto. “Você é um mimadinho. É isso o que você é.”


Eu saio do entorpecimento quando meu pai me dá um tapa que me derruba no chão.


“Salvatore!” Jasmine chora mais.


“Faça suas coisas quando eu não estiver presente,” meu pai finaliza comigo. “Onde já se viu tamanho desrespeito,” ele sai resmungando. “Bissexual de merda.”


Minha madrasta se ajoelha no piso para conferir se estou bem.


“Você convive com isso todos os dias?” pergunto a ela, descansando minhas costas na parede gelada.


“Ele não é assim todos os dias,” ela responde com a voz trêmula.


Balanço a cabeça, olhando para a porta da mansão. Eu sabia que estava entrando no inferno assim que eu passei por ela.


Retorno a olhar nos olhos gentis da minha madrasta, “Se tem como você se divorciar dele, faça o mais rápido possível.”


39 visualizações
moni alencar
moni alencar
8월 04일

só de saber que reações paternas como essa ainda acontecem por aí é triste. comigo foi diferente, mas não é assim pra todos, infelizmente

Faça parte da nossa lista de leitores

Receba atualizações da autora Rebecca Romero, além de brindes, dicas, lançamentos, promoções e muito mais!

Política da loja

 

Envio e devoluções

 

Termos e condições

 

FAQ

Redes Sociais

  • Instagram
  • Telegram
  • TikTok
  • Twitter
  • 256x256bb
  • Pinterest
  • Youtube
  • Spotify
  • Tumblr

Entre em contato

© 2026 customizado por Rebecca Romero
bottom of page