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Capítulos de MAGMA

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CAPÍTULO 20

MAGDALA

 

A torcida está gritando e a arquibancada do estádio está vibrando enquanto o campeonato de futebol acontece nesta noite de sábado. Eu comemoro os gols do time do meu namorado, mas preferiria estar em casa. Antonella está se divertindo, pelo menos. Sorrio mais com sua empolgação do que com o jogo. As estrelinhas douradas coladas nas suas bochechas deixam ela ainda mais fofa.


O time da nossa universidade vence. Assisto Luigi beijar o troféu junto com seus colegas.


Segurando a mão da minha prima, começo a descer da arquibancada para ir até meu namorado. Tem bastante gente entrando no campo. Quando enfim alcanço Luigi, ele me gira nos braços e então me beija na boca. Não tenho outra opção a não ser sorrir.


“Eu disse que o troféu seria nosso, bebêzinha.”


“Tu é um craque!” elogio falsamente. “Hora da gente comemorar esse prêmio.”

 

ETTORE

 

Como eu disse a Magdala, talvez eu viria para a festa pós-jogo. Entro no bar sofisticado demais pra ter um monte de gente suada. Observo o ambiente e avisto a empresária em uma mesa com uma turma ao redor. Não preciso falar nada, só me sentar junto a eles. Chaewon e Dario não quiseram vir.


Tenho menos strass nos olhos do que Magdala. Ela me olha hesitantemente, como se não quisesse demonstrar que está sentindo minha presença fortemente. Já descobri que isto é culpa do seu namorado. O relacionamento deles é claramente fodido. Tenho um mau pressentimento que é mais fodido do que me permito analisar.


Finalmente me concentro no que a turma está conversando.


“Todo assassino em série é psicopata. Como podem matar tanta gente e não ser um?” um jogador debate.


“Não acho,” Antonella discorda. “Assassinos de aluguel existem, certo? Eles são, tecnicamente, serial killers. E nem todos são psicopatas. É o trabalho deles, seja lá como foram parar nisso.”


“Então?! Como alguém aceita esse trabalho se não for, no mínimo, sociopata?” o jogador insiste.


“Por uma série de razões,” Magdala opina. Minha atenção é toda dela. “Há coisas que fazemos que temos apenas que colocar nossas emoções de lado. Pode ser por questão de sobrevivência ou qualquer outro motivo que não seja prejudicial a outras pessoas. As coisas são cinzas. Nem tudo é 8 ou 80.”


Admiração é o que estou sentindo por ela neste momento. Meu sorriso é discreto.


“Tu tá justificando assassinato?”


Que cara burro.


“Ai, fim de papo. Psicopata não significa serial killer e nem todo serial killer é psicopata ou sociopata,” Antonella encerra.


Ela está certa. O jogador desiste.


“Sérgio não pôde participar do campeonato, pois continua se recuperando da bolada na cara. Valeu, Ettore,” Luigi ergue uma taça pra mim em agradecimento.


Dou-lhe um sorriso falso. Você também merece ter a cara amassada. “Pena que ainda não pedi minha bebida pra brindar contigo.”


“Ah, sem problema, cara,” o capitão do time se direciona a mim. “Estamos dividindo um rodízio de bebida e de pizza. Só esperar o garçom passar.”


O sorriso que dou a ele é menos falso.

 

MAGDALA

 

Ettore não veio acompanhado, o que me deu a sensação dele ter vindo só porque me falou que talvez viria, como se cumprindo uma promessa que ele não fez. Ele veio por mim? Posso ouvi-lo me chamando de presunçosa por supor isto.


O dono do local é pai de um dos jogadores, portanto, foi liberado fogos de artifício na parte externa do bar. O barulho estala nos meus ouvidos, mas as explosões coloridas no céu escuro me encantam.


Sem perceber direito o que estou fazendo, observo Ettore assistindo aos fogos, as cores iluminando sua maquiagem. Ele aparenta de outra galáxia. Seus olhos encontram os meus e me dou conta do perigo que estou correndo com meu namorado ao meu lado.


Como se pudesse sentir meu temor, Luigi segura meu maxilar com uma mão, virando meu rosto à força pra tacar um beijo doloroso na minha boca. Correspondo por segurança.

 

ETTORE

 

Quero arrancá-la das mãos de seu namorado e ainda assim eu seria mais gentil que esse beijo.

Desvio da cena para observar Antonella gravando os fogos pra seu AvasChat. Me pergunto se seria fácil persuadi-la a me explicar o relacionamento de Magdala e Luigi. Pelas suas conversas, descobri que ela não cairia fácil.


Quando retorno a olhar o casal, Magdala já voltou a assistir os fogos. Mas não vejo mais brilho no seu olhar. É como se ela estivesse fazendo uma prece para a noite acabar como torceu que o beijo terminasse logo. Eu quero levá-la a um canto isolado, sacudi-la até seu brilho reacender, e interrogá-la.


Os jogadores estão pulando com o troféu. Aproveito pra pegar meu celular e enviar uma mensagem privada no AvasChat dela.


Eu: É religiosa?


Magdala: Meus pais são católicos, mas eu não sigo nenhuma religião. Por quê?


Eu: Porque parece que está rezando pro seu namorado te deixar em paz


Magdala: Tô apertada pra fazer xixi


Mentira fraca, não digito.


Eu: Então vá ao banheiro e te encontro lá


Magdala: Se me seguir, te dou um segundo tapa


Eu gosto de apanhar de mulher bonita, não envio. Seria rude no estado em que ela se encontra.


Eu: Você tem medo dele, não de mim


Minha mensagem a faz olhar na minha direção em alerta. Como desconfiei, Luigi é um de seus segredos. Eu imagino tocando cada pedrinha strass dos seus olhos com meus lábios em uma tentativa de tranquilizá-la com carinho. Sua expressão de alerta deveria ser por minha causa, não por outro alguém. Sou eu quem ela deveria temer, não um cara abominável como seu namorado.


Os fogos param.

 

MAGDALA

 

Entro na Ferrari pra finalmente irmos embora.


“Só sairemos daqui quando você me confirmar que não tá a fim do Ettore.”


“O quê? Luigi, para de besteira.” Estou tão cansada. Tudo tenho que lhe dar satisfação. Tudo se torna um problema onde não tem.


“Não. Nem tente me enganar, Magdala. Não foi alguém que me disse. Eu vi.”


O carro parece mais apertado.


“Não vou ficar pra ouvir essa merda de acusação.” Tento abrir a porta, porém ele me tranca dentro. Viro o rosto na sua direção, olhos arregalados. Meu coração começa a acelerar de nervosismo ruim. “Destranca a porta, Luigi. Você tá ficando paranoico. Não sou a fim do Ettore. Ele é um porra-louca.”


“Ah, mas a maioria das pessoas sabe como você gosta de uma loucura, né, bebêzinha? De porra também.” Ele mete uma mão nas suas calças. “Me prova que eu sou seu campeão.”


Sinto uma dor forte no peito, como se meu coração tivesse caído no chão, deixando um buraco. Todo o meu corpo fica oco.


Luigi tira seu pênis da cueca e eu sinto que não estou mais presente, porque esse momento será o pior da minha vida.


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luigi seu vagabundo porco do kct

Edited

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