CAPÍTULO 15
MAGDALA
Atiro no objeto. Meu pai me chamou para passar uma tarde com ele no quintal de casa praticando tiro ao alvo. Ele aperta o botão pra máquina arremessar o objeto ao céu, eu miro a espingarda e acerto. Sei atirar desde criança por causa dele.
“Naquele pássaro! Vai! Porra, Magda. Deveria ter atirado,” meu pai gesticula como se eu tivesse perdido uma oportunidade.
“Se quer fazer isso, faça quando eu não estiver,” brigo. Nunca aceitei atirar em animais e sempre odiei ver minha família fazer.
Meu pai ri de mim. “Você é muito sensível, minha filha.”
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